Introdução:

Estudamos até aqui algumas conseqüências do pecado na vida do homem. Vimos que ele (o homem) é completamente incapaz de qualquer coisa boa por si mesmo. Hoje veremos qual o meio utilizado por Deus para trazer o homem caído de volta à aliança. Por isso é necessário entendermos essa palavra que segue:

1. Graça

•  A salvação é um presente gratuito

•  Não é comprado nem conseguido por merecimento

Este é o ponto de partida para se entender e compartilhar o evangelho. Praticamente todos os sistemas religioso, com exceção do Cristianismo, são, em escala maior ou menor, religiões de méritos e de obras. Eles invariavelmente nos apresentam maneiras pelas quais podemos nos salvar a nós mesmos: uma lei a guardar, um ensino a seguir, rituais a cumprir, sacrifícios a oferecer. O homem ganha sua salvação através de esforços religiosos ou morais, de um tipo ou de outro. O Cristianismo, porém, é uma religião de graça, ou seja, é impossível merecer a salvação: mas ela é recebida como um presente gratuito, imerecido e indevido, da parte de um Deus amoroso e misericordioso. O evangelho proclama que Deus salva, aceita e perdoa as pessoas tal como se encontram, em sua falta de mérito e em sua culpa. Nada podemos fazer para merecer o favor de Deus. Apenas nos aproximamos dele e confiamos em sua misericórdia.

É óbvio que isso não significa que o cristão não se interesse em fazer o bem. O Novo Testamento é explícito em afirmar que um crente em Cristo deve ser “zeloso de boas obras”, mas isso porque ele é um cristão, e não a fim de se tornar um cristão. Deus salva os pecadores simplesmente porque deseja fazê-lo, e ele o faz através da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A tentativa de acrescentar algo à graça de Deus ou à obra de Cristo através de esforços pessoais para alcançar a retidão pessoal é o que de mais prejudicial existe. A única maneira de sermos salvos é quebrando e despedaçando nossa atitude de retidão pessoal e de autoconfiança, e nos aproximando, humildes e arrependidos, de um Deus de misericórdia e graça. Essa é geralmente a coisa mais difícil que há para nossa natureza orgulhosa e auto-suficiente. A glória da fé cristã reside em que Deus perdoa gratuitamente aqueles que não merecem ser perdoados e que não conseguem erguer um único dedo para se ajudarem a si mesmos.

A mensagem do Novo Testamento é que nossa salvação é alcançada inteiramente, não por nós, mas por Deus. Não é uma questão de encontrarmos Deus, mas sim de Ele nos encontrar. É por essa razão que, ao contrário dos seguidores de muitas outras religiões, o cristão pode Ter certeza absoluta de sua aceitação definitiva por parte de Deus, e de sua entrada no céu. Enquanto os outros só podem contar com a esperança de terem “feito o suficiente”, o cristão pode Ter o conhecimento certo e seguro de que “Deus já fez tudo” por ele, através de Cristo.

Que idéia surpreendente! A maioria das pessoas acha que o céu é algo que você conquista sendo bom. Entretanto, não é assim. O céu é um presente, que decididamente não se pode comprar, nem conquistar, por merecimento: Ef 2.8,9

Esses versos dizem claramente que:

1. Somos salvos pela graça;

2. A graça opera por meio da fé;

3. A fé não vem de nós mesmos – ela é um dom;

4. Não é através de obras que as pessoas são salvas. Por isso, ninguém pode ser orgulhoso quanto à sua salvação;

5. Não fomos nós quem nos criamos, mas Deus;

6. Somos criados em Cristo Jesus (O propósito de Deus é que nos pareçamos com Seu Filho Jesus Cristo);

Quando todas as coisas eram novas, Deus estabeleceu um pacto, o qual às vezes é chamado de “aliança da vida”, com o primeiro ser humano, Adão. Nessa aliança, Adão estava no centrro; tinha a responsabilidade de obedecer a um único mandamento. Tratava-se de uma aliança de vida, por meio da qual Adão e seus descendentes poderiam viver para sempre, em comunhão com Deus e para sua glória; todo isso se ele não cruzasse a linha, enveredando pela rebelião e desobediência. Quando ele atravessou a linha, a aliança da vida ficou despedaçada; Deus, porém, estava preparando, o restabelecimento da aliança que proporcionava o caminho de volta do pecado e da more (Gn 3:16,17). Esse caminho de volta era um plano de novo nascimento da penalidade eterna pelo pecado. Essa Aliança só poderia ter um tipo de Mediador, Aquele que era ao mesmo tempo Deus e homem. Desde o momento em que nasceu de uma virgem, até que foi posto num sepulcro novo, Jesus constantemente fez novas todas as coisas. Aquilo que era impossível para o homem conquistar (a comunhão com Deus), tornara-se possível por causa da obediência de Cristo. Nele o homem nasce de novo e torna-se uma nova criatura.

Para entender a dinâmica do renascimento, temos de considerar duas pessoas. Primeiro precisamos conhecer Jesus, Aquele em quem uma pessoa pode renascer. Segundo, precisamos conhecer a pessoa transformada que encontrou-se com Jesus ao longo do caminho. Nesse estudo abordaremos a primeira pessoa apresentada.

A GRAÇA POR MEIO DAQUELE QUE MUDA AS COISAS

Quando um crente do Antigo testamento pegava uma pomba ou um cordeiro e levava ao Templo em Jerusalém, entendia que o sacrifício e a morte desse animal não tirava o pecado. Nessa época, quando as Escrituras eram ensinadas, os profetas e sacerdotes explicavam claramente que os sacrifícios eram uma sombra- um símbolo de amor e obediência por parte do individuo e um símbolo da verdadeira remoção dos pecados que ocorreria quando o Messias se manifestasse. A própria palavra messias já dizia algo sobre essa futura pessoa, pois significa “o ungido”. O messias receberia poder sobrenatural de Deus, sendo ungido e ordenado para a grande tarefa. Muitas pessoas no Antigo Testamento não sabiam muito sobre esse Salvador vindouro, mas aqueles que estudavam os escritos dos profetas entendiam que o Ungido seria uma Profeta, um Sacerdote e um Rei;

Profeta

Profeta é alguém que fala em nome de Deus entre o povo. Os profetas do Antigo Testamento eram inspirados diretamente por Deus e falavam a partir de uma comunicação direta. Os profetas eram intermediários, servindo de mediadores entre a Palavra de Deus e o povo. O Ungido seria o profeta definitivo. Leia Deuteronômio 18:15,18; Mateus 21:11; Lc 24.19; João 4:19; Atos 3:22; Atos 7:37. O Breve Catecismo de Westminster descreve assim a obra profética de Cristo: “Cristo executa a função de profeta ao nos revelar, por meio de Sua Palavra e Espírito, a vontade de Deus para nossa salvação.

Sacerdote

A função primária do sacerdote era matar os animais trazidos pelas pessoas como sacrifícios pelos pecados. Os sacerdotes queimavam tais sacrifícios sobre o altar como ofertas a Deus. Também oravam pelo povo e participavam das celebrações dos cultos. Uma vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, uma sala separada, que simbolizava a santidade de Deus; ali estava a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus. Por um momento, todos os anos, esse mediador oferecia plena intercessão pelo povo, pedindo que a ira de Deus por causa da desobediência fosse afastada. A nação, porém, aguardava a vinda do sacerdote supremo, o qual seria o mediador definitivo da lei e aquele que ofereceria definitivo para a purificação do pecado. Leia Salmo 110:4; Zacarias 6:12,13; Hebreus 5:5-10; 6:19,20; 7:15-25.

O breve Catecismo de Westminster descreve a obra sacerdotal de Cristo que ofereceu a si mesmo como sacrifício para satisfazer a justiça divina, a reconciliação que promove entre Deus e o povo e sua intercessão continua diante de Deus em nosso favor.

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