Introdução:

Os ofícios de Cristo representados no Antigo Testamento por meio da figura do profeta e Sacerdote, indicavam que O ungido de Deus – O Messias que viria, cumpriria completamente sua missão de mediador do povo e ao mesmo tempo seria porta-voz perfeito da vontade de Deus. Estas verdades deveriam fortalecer e firmar o povo nAquele que representava a esperança de Israel. Outro oficio Seu que demonstra poder e domínio é o de Rei.

Rei

O povo do Antigo Testamento sabia que o Messias acabaria com a necessidade de um rei ou de qualquer governante. Ele seria da linhagem da família real de Davi e sua dinastia seria perpétua. Somente alguns dos profetas compreenderam alguns desses elementos. Isaías, com certeza, foi o que teve a visão mais clara. O novo reino não seria um império terreno, mas sim um reino espiritual. Portanto, ultrapassaria as fronteiras nacionais e étnicas. Seria um governo do coração. Também, o próprio reino do Rei seria eterno e não apenas sua família.

Seria que Jesus cumpriu todas essas profecias? Afinal, a linhagem dos reis era estabelecida pelos membros do sexo masculino e sabemos que Jesus era Filho de Deus e não de José. Os primeiros leitores das genealogias de Mateus e Lucas não tiveram problemas com essa questão. Naquela cultura, não existia distinção entre filhos de sangue e filhos adotados. A declaração de filiação era o fator decisivo e não a relação genética. José prontamente adotou Jesus como membro da família davídica. Esse costume preparou o povo, não apenas para a filiação única de Jesus, mas também para a nossa nele – adotados como filhos do Pai Celestial. As profecias apresentadas a seguir são apenas algumas que falavam que o Ungido seria o Mediador final do reino e da família de Deus.

•  Sl 2:6; Jr 23:5,6; veja João 1:49; 18:33-37; Ezequiel 37:24,25; veja Mateus 2:5,6; Lucas 1:32,33

O Breve Catecismo de Westminster diz que “Cristo exerce o ofício de rei, sujeitando-nos a si mesmo, governando-nos e protegendo-nos reprimindo e subjugando todos os seus e os nossos inimigos.”

Vejamos também outros aspectos que Jesus Cristo assume:

  O Cabeça e Salvador da Igreja

Outras religiões têm vários tipos de messias. Entretanto, na condição de Profeta, Sacerdote e Rei, Jesus é único e veio para salvar o povo de Deus. Sua missão era de “busca e salvamento”. Além do mais, ele não fundou um império, mas sim um refúgio internacional, reunindo dentre todos os povos aqueles que tem resgatado. O mundo nunca viu algo semelhante, exceto na Igreja, uma assembléia de adoradores sem barreiras étnicas, nacionalistas, sociais, culturais ou raciais, cuja constituição foi assinada com sangue e cuja legislação baseia-se no amor ao próximo. A Igreja nem sempre viveu desse modo, mas aquele que realmente tem Jesus como cabeça deve ser esse tipo de nação.

Esse relacionamento único permitiu que aqueles primeiros profetas vissem o Ungido que haveria de vir como mediador de um novo tipo de nação. Leia Isaías 56:6,7 veja Romanos 10:12,13; Joel 2:32 veja João 4:21-24; Salmo 102.19,21,22 veja Atos 15:12-18

Herdeiro e juiz do mundo

A ironia de descrever Cristo como Herdeiro é que ele é o criador, e todas as coisas lhe pertencem desde o principio. Mesmo assim, no plano da graça, Cristo renunciou ao que era seu por direito e assumiu o papel subordinado de servo. Entretanto, mesmo aqueles que esperaram o advento futuro do Ungido sabiam que o papel de servo se dissiparia no dia da prestação de contas, revelando um Messias que é também Juiz. Assim, Cristo é o Mediador da justiça. Ele de fato define o que é justiça e o dia da sua vinda é visto como o dia da revelação da verdade e do juízo. Leia Isaías 11:3-5; 62:11 veja Lucas 2:11; João 4:42; I João 4:14.

Conclusão :

Percebemos com esse estudo quão importante é o entendimento do Antigo Testamento e a compreensão do que Cristo assumiu em cada um dos seus ofícios. Cada aspecto, figura… apontava para o que o mediador da graça realizaria. Bem como a realidade do estado condenatório em que se encontra o homem sem a sua mediação.

 

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