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Culto da Noite - 30/08/2026
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IGREJA PRESBITERIANA BETEL
1958 – Nos meses finais de 1974, um grupo de cristãos, do bairro de Casa Verde, obedecendo à ordem de Cristo, anunciou Seu evangelho no bairro de Vila Dionísia. Os primeiros encontros foram feitos nas casas de pessoas simples, como Helena Mendes Areias, Artur Ferreira e Leonor Evangelista de Souza. Logo esses encontros receberam apoio de uma Igreja organizada, do bairro de Vila Carolina, que assumiu a responsabilidade pela manutenção dos encontros. Com o tempo, o grupo foi adotado por outra igreja presbiteriana, a Jardim das Oliveiras, que procurava um local para começar um ajuntamento cristão. A igreja encontrou o grupo e passou a assisti-lo. Um missionário norte-americano, Richard Smith, e sua esposa, Beatriz, foram enviados a ajudar. A igreja Jardim das Oliveiras adquiriu um terreno e construiu um local de reunião.
PASTORAL
QUANDO TODO SOFRIMENTO GANHA UM DIAGNÓSTICO:
PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO
Há algum tempo venho observando, dentro e fora da igreja, um fenômeno que tem me causado crescente preocupação pastoral. A linguagem dos transtornos mentais deixou os consultórios e passou a ocupar as conversas mais comuns da vida. Termos que antes pertenciam principalmente ao vocabulário de médicos, cientistas da área, agora aparecem na praça: escolas, famílias, ambientes de trabalho, redes sociais e também entre os cristãos. Numa espécie de escalada da patologização, ansiedade virou rapidamente transtorno de ansiedade; tristeza começa a ser interpretada como depressão; dificuldade de concentração desperta suspeita imediata de TDAH; uma criança mais inquieta logo é observada pela possibilidade de algum transtorno; experiências dolorosas são rapidamente chamadas de traumas.
Não escrevo isso para negar os transtornos mentais. Muito menos para constranger quem recebeu um diagnóstico, realiza acompanhamento médico ou faz uso de medicamentos. Existem enfermidades graves, quadros profundamente incapacitantes e pessoas que precisam de cuidado especializado. Uma igreja que ignorasse essa realidade acrescentaria peso ao sofrimento de gente que já carrega fardos bastante pesados. Minha preocupação está em outro lugar. Preocupa-me a velocidade com que temos transformado sofrimento em patologia. A necessidade crescente de encontrar uma categoria clínica para explicar praticamente toda dificuldade humana, isso me preocupa. De igual modo, quando um laudo deixa de auxiliar na compreensão de uma condição e começa a oferecer uma explicação completa da pessoa ou quando crianças e adolescentes começam muito cedo a aprender a interpretar a si mesmos principalmente por meio de categorias diagnósticas. E preocupa-me particularmente quando essa forma de compreender o ser humano entra na igreja sem que façamos perguntas bíblicas mais profundas sobre aquilo que somos. …