Um equipamento de som pode ser o mais sofisticado. Os instrumentos podem ser excelentes, os músicos, experientes, e a banda, completa. Mas, se o equalizador estiver desregulado, toda essa qualidade pode se transformar em confusão sonora. Os graves encobrem a voz, os agudos ferem os ouvidos, os médios desaparecem e aquilo que deveria produzir harmonia se torna cansativo e desagradável.
O equalizador existe para distribuir adequadamente as frequências. Ele não elimina os graves, os médios ou os agudos. Também não coloca tudo no mesmo nível. Sua função é ajustar cada frequência para que todas cumpram o seu papel e contribuam para a beleza do conjunto.
Aprendi que todos nós também carregamos uma espécie de equalizador na vida. A questão é que muita gente tem subestimado a necessidade do equilibrado ajuste na jornada. Não se trata apenas de mover aleatoriamente alguns botões para cima ou para baixo. Não basta aumentar a área que mais apreciamos e diminuir aquela que nos incomoda. A vida não encontra harmonia quando fortalecemos nossas preferências e silenciamos nossas responsabilidades. …