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IGREJA PRESBITERIANA BETEL
1958 – Nos meses finais de 1974, um grupo de cristãos, do bairro de Casa Verde, obedecendo à ordem de Cristo, anunciou Seu evangelho no bairro de Vila Dionísia. Os primeiros encontros foram feitos nas casas de pessoas simples, como Helena Mendes Areias, Artur Ferreira e Leonor Evangelista de Souza. Logo esses encontros receberam apoio de uma Igreja organizada, do bairro de Vila Carolina, que assumiu a responsabilidade pela manutenção dos encontros. Com o tempo, o grupo foi adotado por outra igreja presbiteriana, a Jardim das Oliveiras, que procurava um local para começar um ajuntamento cristão. A igreja encontrou o grupo e passou a assisti-lo. Um missionário norte-americano, Richard Smith, e sua esposa, Beatriz, foram enviados a ajudar. A igreja Jardim das Oliveiras adquiriu um terreno e construiu um local de reunião.
PASTORAL
LUZEIROS EM TEMPOS ESCUROS
Durante a história observamos momentos em que os acontecimentos de um povo e de uma nação exigem da Igreja mais do que comentários. Exigem oração, discernimento e vigilância. O cenário que se descortina diante de nós no Brasil, especialmente em torno de instituições que deveriam guardar a justiça, tem produzido perplexidade, insegurança e graves questionamentos. Quando órgãos aos quais foi confiada a responsabilidade de aplicar a lei passam a ser cercados por denúncias, suspeitas, conflitos de interesse e dúvidas quanto à imparcialidade de seus agentes, o cristão não deve reagir com ingenuidade, fanatismo ou indiferença. Precisamos olhar para tudo isso biblicamente. A corrupção, o engano, a mentira, o abuso do poder e a injustiça não nasceram em Brasília. Não pertencem exclusivamente a determinado partido, tribunal, governo ou período da história. São manifestações de uma realidade muito mais profunda. Vivemos em um mundo caído. O pecado alcançou o coração humano e, por consequência, alcança tudo aquilo que seres humanos constroem. Nenhuma instituição, por mais necessária ou nobre que seja sua finalidade, encontra-se imune aos efeitos da Queda.
A Escritura nos conduz ainda mais fundo. O apóstolo Paulo nos lembra de que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne”, mas envolve uma realidade espiritual que opera neste mundo (Ef 6.12). Isso não elimina a responsabilidade humana nem nos autoriza a enxergar demônios escondidos em cada deliberação da qual discordamos. Significa reconhecer que mentira, injustiça, corrupção, orgulho, sede de poder e opressão pertencem à lógica das trevas. Jesus chamou Satanás de “pai da mentira” (Jo 8.44). Onde a mentira prospera e o poder é utilizado para fins que não suportariam a luz, percebemos algo da antiga rebelião que atravessa a história humana desde o Éden. Nossa batalha, portanto, envolve o coração, a consciência, a verdade e a justiça. Existe uma tentativa constante de chamar o mal de bem e o bem de mal, de transformar conveniência em justiça e interesse em verdade. Os filhos de Deus precisam aprender a reconhecer esse ambiente sem se tornarem semelhantes a ele. Fomos resgatados do reino da morte para o reino da vida. O apóstolo Paulo escreve: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Pedro afirma que fomos chamados “das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). E Paulo ordena: “andai como filhos da luz”, pois o fruto da luz consiste “em toda bondade, justiça e verdade” (Ef 5.8-9). …