Neste domingo, enquanto nos reunimos para adorar ao Senhor, também se encerra a 41º Reunião do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Para muitos irmãos, esse acontecimento pode parecer distante, restrito aos pastores e presbíteros que estiveram reunidos ao longo da semana. No entanto, ele diz respeito a toda a Igreja. O que um concílio delibera não pertence apenas aos seus membros; alcança a vida, a comunhão e o testemunho das igrejas locais que, juntas, formam nossa denominação.
Essa compreensão não nasce de uma preferência por estruturas organizacionais, mas da própria Escritura. Embora o Novo Testamento não apresente um Supremo Concílio nos moldes que conhecemos hoje, ele revela princípios claros para o governo da Igreja de Cristo.
O exemplo mais significativo encontra-se em Atos 15. Diante da controvérsia acerca da circuncisão dos cristãos gentios, a questão não foi resolvida por uma igreja isoladamente, nem pela decisão individual de um apóstolo. Lucas registra que “os apóstolos e os presbíteros se reuniram para considerar a questão” (At 15.6). Houve amplo debate, cuidadosa consideração do testemunho das Escrituras, relatos da obra de Deus entre os gentios e, finalmente, uma decisão comum que foi comunicada às igrejas. O resultado foi descrito de maneira belíssima: “tendo-a lido, sobremaneira se alegraram pelo conforto recebido” (At 15.31). …